Rinoplastia - O que saber sobre o pré-operatório.

Atualizado: há 5 dias



A cirurgia que altera o formato do nariz, a rinoplastia, está entre os procedimentos estéticos mais procurados e, para muitas pessoas, é a realização de um sonho! No entanto, é necessário saber que é uma cirurgia complexa e que deve envolver um profissional capacitado, apto a desenvolver não só uma boa harmonização estética, mas também preservar ou até melhorar a função do nariz, que é respirar. Além disso, o cirurgião deve ser capaz de resolver potenciais complicações e precisa respeitar os princípios éticos daquilo que pode ser feito e que está respaldado pela literatura e rigor técnico.


Quais os fatores considerados para a harmonizar o nariz ao rosto?

A avaliação do paciente deve ser “global”. Vários fatores, além da própria estrutura nasal, influenciam na programação da Rinoplastia como: a simetria da face, o tamanho dos olhos e da boca, a espessura da pele, o formato do queixo e do rosto, a identidade de gênero, dentre outras questões.


Quais as preparações para rinoplastia

Algumas vezes há necessidade de preparação para cirurgia, por exemplo, quando há a presença de acne, ou quando a pele é muito espessa, a otimização de cuidados pré-operatórios dermatológicos pode influenciar muito o resultado e evitar complicações graves como infecções do sítio cirúrgico.


Quem tem desvio e sinusite pode fazer rinoplastia?

A resposta é sim! Na verdade, a avaliação funcional do nariz é essencial! Queixas de obstrução nasal podem ser causadas por alterações como desvio de septo e rinite alérgica e, a rinoplastia, idealmente não apenas torna o nariz mais bonito como também deve melhorar a qualidade respiratória se for necessário. Além disso, o profissional deve respeitar algumas características anatômicas do nariz, evitando assim que na tentativa de corrigir um defeito seja criado um problema de respiração.


Quais os exames devem ser feitos antes da rinoplastia?

Os exames pré-operatórios básicos para pacientes sem comorbidades incluem:

  • Tomografia de seios da face sem contraste: irá avaliar a anatomia nasal assim como a presença de possíveis alterações em seios da face que possam ser tratadas clínica e cirurgicamente.

  • Exames Pré - Operatório (hemograma, coagulação, glicemia, função renal, eletrocardiograma e raio x de tórax): São exames para avaliar se o paciente tem alguma doença oculta que aumenta o risco para o procedimento.

  • Nasofibrolaringoscopia: Trata-se de uma pequena câmera que é introduzida pelo nariz que possibilita a visualização das estruturas internas nasais como o septo, cornetos e ostios de drenagem dos seios da face.

Outros exames podem ser solicitados, bem como avaliação do cardiologista e/ou anestesista a depender da idade ou condições clínicas de base do paciente. Esta é uma cirurgia eletiva, de forma que, deve-se sempre prezar pela segurança para sua realização e condições médicas clínicas devem ser tratadas e controladas antes do procedimento, assim como os cuidados pós operatórios em casos específicos devem ser atentados pela equipe.


Como escolher um cirurgião para a minha rinoplastia?

A escolha de um cirurgião para a rinoplastia é uma decisão extremamente pessoal. Claro que a capacidade técnica e experiência são aspectos primordiais e seja um Cirurgião Plástico com dedicação a cirurgias nasais ou um Cirurgião Otorrinolaringologista com dedicação a cirurgia estéticas, o importante é que ele tenha experiência com o procedimento. Ao mesmo tempo, a empatia e um bom relacionamento são pré-requisitos essenciais, pois o planejamento cirúrgico envolve necessariamente a compreensão das expectativas do paciente, bem como a motivação para realização da cirurgia. Apesar de o objetivo ser melhorar a estética, é importante haver um alinhamento entre o que o paciente entende como bonito e aquilo que de fato é possível de ser feito por questões das características do nariz. Para tanto, são realizadas no mínimo 3 consultas de programação (solicitação de exames, resultados dos exames/encaminhamento de pedido cirúrgico, fotos e orientações). Entretanto, o ideal é que sejam realizadas tantas consultas necessárias para que paciente e cirurgião estejam alinhados e confortáveis.


Sobre a autora

Dra. Amanda André Monteiro

Otorrinolaringologista com atuação em cirurgia plástica e reconstrutiva crânio-facial. Fellow de estomatologia na Santa Casa de São Paulo.

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